12 September 2007

Overdrive ou Distortion?

Outro dia, voltando de São Carlos, depois de um longo silêncio, o Thales me perguntou: Qual é a diferença entre Overdrive e distortion? Vou tentar responder simples mas complicadamente.



Conseguir os incríveis sons dos amplificadores valvulados é mesmo muito difícil para a nossa pobre realidade, tendo em vista que eles custam de R$2.000,00 a R$10.000,00. Os incríveis sons que esse aplificadores conseguem podem resumidos por um grupo seleto de criadores, o resto é uma combinação deles ou modificações de tais.



Seu precursor foi Leo Fender, que começou usando amplificadores com valvulas 6V6 e depois migrou para 6L6. Jim Marshall se baseou nos fender, mas logo migrou para as EL34, e depois para as EL84, dizem as más linguas que por motivos de fornecimento local. O VOX tipo o AC30 são classe AB sem feedback negativo, o que gerou outra vertente de sons.



Como eu disse, os timbres valvulados são invejáveis, mas caros e tentar imitá-los com estágios transistorizados é sem dúvidas a melhor alternativa.
Provavelmente, foi aí que perceberam que seria, devido a não linearidade dos transistores, o sinal ficava distorcido e aí então surgiu o termo distorção.



O termo overdrive surgiu dos antigos valvulados, pois ao colocar uma entrada forte e aumetar o nivel do amplificador, obtêm-se um ganho acima do normal, onde surgem harmôicos que produzem a sensação de sujeira, isto foi chamado então de overdrive.



Eletrônicamente, distorção e overdrive são bastante parecidos, tenta-se colocar um estágio amplificador, seja ele com transistor ou com valvula, onde a entrada é superior à projetada, assim o sinal de saída sofreria modificações quanto a forma, frequencia, amplitude, etc. Ou seja mudaríamos as características da onda. Mudar a frequencia é algo que queremos evitar, pois alteraria o tom da nota, mas é um efeito que ocorre normalmente, apesar de ser indesejável. A presença de harmônicos é indispensável pra um bom timbre, as mudanças de forma são as principais causas do OD/Dist.



Qaunto à mudança de forma podemos citar o "clipping", que é como um limiar do qual a onda não pode ultrapassar, isso deforma o topo da onda. Existem dois tipos, o soft clipping e o hard clipping, veja o gráfico abaixo:



A mudança de OD para distortion se dá em algum lugar entre sof e hard e as combinações entre os dois são com certeza formadores dos mais diversos OD/Dist modernos.
Resumindo, não só a nomenclatura é diferente como também são diferentes os tipos de ondas gerados pelo OD e dist.

2 comments:

Platanus said...

Fantastico o post!!!!!!!!!!;-)...todos os guitarristas do mundo deveriam ler!!! quem sabe a sansamp nao vai a falencia...uasdhaudhaudhasd


zueira...rsrsrs


abracao e valeu pela explicacao...

Mateus said...

Muito bom!
Valeu!